Making of #9 Margarida Pratas (Portugal)

A Origem do Fim do Mundo

08/ Setembro / 2022
/ Estufa Fria / 19H30

A Origem do Fim do Mundo, performance com reminiscências da obra de Gustave Courbet, em que Margarida Pratas é a mulher enquanto corpo escultórico, objeto de desejo que se cristaliza num lugar ermo, no qual aparece apenas para ser visto.

A ideia desta performance passa pela corrupção do olhar do observador, tornando-o furtivo, ainda que involuntariamente, e partir de um ambiente que facilmente se torna onírico, permeável a fantasias e mitos — tirar/pôr máscaras —, numa atmosfera ambiental verde, aparece como uma presença incómoda. Na Estufa Fria, imersa em natureza, Margarida Pratas vem propor uma aura que declare silêncios e imponha penitências.

Making of #10 Lorena Izquierdo Aparicio (Espanha)

A Árvore Depois de Correr

25/ Setembro / 2022
/ Estufa fria / 17H00

A performance A Árvore Depois de Correr, na Estufa Fria, irá explorar como articular um paradoxo, tanto sonora como visualmente.

Como criar uma experiência alargada do espaço: as árvores, as plantas, os pássaros, como se tornam a experiência da ação? Podemos ir além dos limites entre objectos, corpo, som e os seus intervalos? A peça explora a possibilidade de situar o público e a performance numa relação pouco habitual com o contexto e ao mesmo tempo estar presente no aqui e agora, para criar uma posição dissidente na percepção e assim dar espaço para novos e estimulantes lugares na imaginação.

Making of #11 Nuno Silas (Moçambique) em colaboração com SinWah Lai (China)

Monumento Zea

22/ outubro / 2022
/ Largo Quartel Cabeço de Bola / 19H00

Monumento Zea é uma peça exploratória performativa que inventa rituais e manifestações, histórias sobrepostas de identidades e do poder, transformação que trata das questões intangíveis e do mundo concreto, cruzando-se com narrativas e representações pessoais. Zea, como uma espécie de relva domesticada pelos povos indígenas na Mesoamérica na pré-história, é semelhante a uma ideologia partilhada que tem sido distribuída e aplicada a nível mundial hoje em dia entre os seres humanos. Na peça, os artistas demonstram múltiplas camadas de atmosferas, sons e montagens de vídeo experimental, cruzando-se com objetos encontrados e material de arquivo, numa tentativa de resgatar memórias involuntárias e violência. Dos costumes e fluxos ritualísticos, as recitações, os rastros invisíveis e as condições xamânicas regressam sob a forma de um eco ou de uma escultura. Os artistas propõem uma reflexão sobre o mundo em que vivemos e o futuro e presente em diálogo com a percepção interna e externa.

Making of #12 Kaarel Kutas (Estónia)

I Was Here

12/ novembro / 2022
/ Cosmos Campolide / 19h30

I Was Here será uma performance escultórica e construída em interação com o público, explora o resultado das marcas e dos vestigíos deixados imprimidos num material ainda fresco. Repete alguns procediementos realizados em obras públicas, onde muitas vezes as pessoas riscam o betão fresco de obras em construção.

Lisboa é uma cidade antiga e importante, com muitos pontos de interesse, a performance foca-se na observação desses gestos que acontecem pela cidade e sobre alguns elementos turísticos. Neste sentido o momento de petrificação e endurecimento de gestos e comportamentos é também importante, como referência à forma como muitas vezes nos fechamos ou brincamos a um canto com as nossas ações ou hábitos.

Making of #13 Colectivo Bu (Portugal)

Fuga em preâmbulos

25/ fevereiro / 2023
/ Mercado de arroios

Colectivo Bu, duo de artistas que são escritores e performers. Fuga em Preâmbulos será uma performance circular, que explorará a intensidade dos inícios, um transe em recorrentes sugestões. A experimentação será ela própria a acção, uma soma de acções que se vai acumulando, sobrepondo  e criando uma realidade própria. Uma acção, realidade, que se construirá em prólogos. Performance sempre adiada, sugerida, suspensa.

Making of #14 Maren Strack (Alemanha)

Spare Tire

18/ MARÇO / 2023
( A confirmar)

A artista combina a escultura com dança usando as suas habilidades manuais como costureira e engenheira para criar cenários maravilhosamente idiossincráticos para suas performances. O material define os contornos da coreografía ou, por vezes, desconstrói-os. Em Spare Tire a artista explora os movimentos condicionados pelo material: deixa deslizar pneus, tremendo sobre o piso e eleva-os como pesos até caírem, rangendo o chão.

Making of #9 Margarida Chambel e Nuno Oliveira (Portugal)

Tributo a Ana Lama

JUNHO / 30
REGISTO VÍDEO PRIVADO / ESTÚDIO DE Françoise Tattoo

Os programadores, Nuno Oliveira e Margarida Chambel, irão encerrar o primeiro ciclo de performance para a câmara, com uma ação de Tributo à curadora Ana Lama. Em parceria com a Tatuadora Charleine Boieiro e a estilista Jenny Ni. Utilizando a tatuagem e a criação de figurinos, será prestado um culto à curadora e aos artistas da programação, “os heróis da abstração”.