Galeria Ana Lama

GAL..lery presents Fake Extreme Art
Rocio Boliver, Wanting to Have Your Feet on the Ground
Saturday, August 7, 2021

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ROCÍO BOLIVER

Wanting to Have Your Feet on the Ground

Querer ter os pés no Terra é uma exigência que surge do medo de perder o juízo. Rocío Boliver legitima este e todos os medos que despontam quando soltamos “os pés da terra.

Realização: Márcio-André de Souza Haz

2021
20 min
Cores

Relatos do início da vida de Natasha Romanoff (Este texto não pretende falar de Romanoff, a Viúva Negra heroína da Marvel, com uma sequela agora nos cinemas, mas antes falar de Rocío Boliver). Um testemunho diz que alguém colocou fogo no edifício de Volgogrado onde Natasha vivia e que sua mãe a atirou pela janela para os braços de um soldado russo, antes de se deixar morrer no fogo (a mãe). O nome do soldado era Ivan Petrovitch – não vamos continuar com a descrição biográfica sobre Natasha Romanoff aka Viúva Negra, porque para nós a heroína que nos importa aqui é Rocío Boliver.

Rocío Boliver, segundo nos explica a Wikipédia, é uma performer mexicana que cria arte corporal evocando a repressão imposta às mulheres. É uma performer envolvida com as propostas de arte extrema da Body Art desde 1992, altura em que começa a sua carreira. Tem formação em vídeo e teatro mexicano. Desde 1994 trabalhou em projetos de teatro, performance e arte contemporânea, colaborando com o dramaturgo Juan José Gurrola.

Temos a honra de apresentar Rocío Boliver, uma deusa das artes; aliás, ela é ainda dos tempos pré-conturbados, uma artista que nos arrebata de há 30 anos para cá.

– Coisa pouca, porém essencial, é que é difícil explicar o impacto que a sua arte tem nas pessoas.

A primeira aproximação ao seu trabalho talvez seja de repúdio, ou de chacota, mas o império da sua vontade impregna tudo.

O caminho que traça, enfrentando medos, diz-nos que começou esta dimensão de trabalho nos limites do corpo ainda na adolescência. Por esta altura, e após doença prolongada e estando acamada, enfrenta a depressão. Começa por escrever contos eróticos com a intenção de se provocar a si e aos outros, e daí surgem as suas primeiras ideias para performances.

– Parece que a energia do seu trabalho artístico vem daqui.

– Uma assumida dimensão de força e orgulho da superação.

O calculável pessimismo dos tempos de depressão por que passou, todo o sofrimento psíquico e físico, a escatologia de fluidos corporais… Onde a pós-depressão, a dimensão primeira da fragilidade e da morbidez do humano não é alterada, onde o animal humano não é lavado. Rocío Boliver contou-nos, um dia, que trabalha sublimando todas as ideias e medos que a atacaram nos tempos em que esteve presa a essa cama.

– Já existe uma máquina de lavar animais, a Dog-O-Matic, que lava cães a jato; custa 13 euros, se os cães forem pequenos, e 22 euros, se forem grandes; é como uma máquina de lavar automática: os coitados animais ficam numa janela, igual à portinhola de uma máquina de lavar roupa, a espreitar cá para fora. Talvez não tenha interesse, mas refiro isto, de um animal humano não ser lavado e da artista Rocío Boliver tentar assumir todas as impurezas, e depois achei graça quando percebi que já se faz publicidade a máquinas automáticas de lavagem de animais domésticos.

A artista é considerada um ícone cultural underground no seu país. Já se apresentaram performances suas em múltiplos locais –museus, raves, universidades, galerias, reuniões ativistas e programas de TV.

Faz parte de muitos mundos. Um exemplo: é considerada uma pessoa importante na cena da arte gótica e apresentou trabalhos em fóruns alternativos, como o Festival Nacional de Sadomasoquismo. Expôs também obras nos museus Ex Teresa Arte Actual (INBA) e El Museo Experimental El Eco (UNAM), do México.

Além disso, conheceu Christian Boltanski (de quem se tem falado tanto ultimamente) em Paris, em 1997, e os dois construíram uma peça na qual tentam falar com as baleias da Patagónia.

Em 2001, ambos transformaram um autocarro escolar americano, transformaram um Blue Bird – ou melhor, não fizeram nada com ele –, tiveram um acidente no deserto do Arizona e acabaram por não completar os planos que tinham para o autocarro.

Em 2006, Rocío Boliver faz uma parceria com Vito Acconci, realizando a performance «To the Rhythm of Swing» na fronteira do México com os EUA, onde montou um baloiço com uma grua, a dez metros de altura, sobrepondo-se ao muro que constitui a fronteira física entre os dois países, sendo acompanhada por músicos tradicionais. A performance consistiu em baloiçar entre as fronteiras, nua, durante 30 minutos.

Ana Lama, Split, 19/07/2021

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