GAL..lery apresenta Fake Extreme Art
Lorena Izquierdo Aparicio,  A árvore depois de correr 
domingo, 25 de setembro, 2022

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BREVEMENTE 

Lorena Izquierdo Aparicio

A Árvore Depois de Correr

Na Estufa Fria, em Lisboa a performance de Lorena Izquierdo Aparicio tem o título A Árvore Depois de Correr e irá explorar modos de articulação de um paradoxo, tanto sonora como visualmente. Lorena Izquierdo interagirá com o realizador Gabriel Marmelo, que fará o registo da ação com multicâmaras e câmaras de vigilância, além de produzir vídeo em tempo real.
 

Convidamos-te a assistir a este processo – com entrada gratuita sujeita a reserva

Apresentamos Lorena Izquierdo, vocalista, performer e poetisa espanhola de Valência. Desde 2014, tem construído a sua carreira artística independente entre a Espanha e a Alemanha.

Para um paraquedista em queda livre, a velocidade final que atinge antes da abertura do paraquedas chega a variar, aproximadamente, entre os duzentos e os duzentos e quarenta quilómetros à hora.

Se o alternativo em arte for uma coisa perigosa, certos críticos até podiam ajudar, mas não ajudam! Se o alternativo em arte for uma coisa perigosa e se não for possível avaliar as práticas artísticas atuais, cuja característica essencial é precisamente a do questionamento de todas as normas habituais de legitimação, o perigo estará precisamente aí.

A começar pelos próprios conceitos de arte e de obra de arte. Porque o êxito do alternativo em arte surge num território no qual não são visíveis as leis nem a coerção, onde os indivíduos valem por si e têm de auto-organizar-se sem a harmoniosa proteção dos consensos, num mundo repleto das sombras do insondável.

Ao saltar de um avião, o paraquedista cai num movimento acelerado, em razão de o peso do seu corpo ser maior, por comparação com a resistência que o ar lhe oferece.

O perigo em arte é o mesmo que o perigo fora da arte. Se esse perigo tiver que ver com alguma nobreza, há muitas pessoas cujo caminho do perigo as levou à reclusão, mas que, afinal, são heroínas.

Talvez tenha sido a compaixão a levar muita gente a percorrer os caminhos errados do jogo do azar azarado.

Falamos de artes alternativas e de uma certa radicalidade que nos leva a ter curiosidade pelo errado, para chegar ao certo, quando esses mesmos caminhos certos estão atafulhados de maldade e hipocrisia.

Não sabemos o que é a arte alternativa; não sabemos dos perigos que advêm de sairmos das formas de fazer que são as ditadas pelo convencional; porém, nada há de mais bonito do que uma vida dedicada à beleza.

Lorena Izquierdo explora, nas suas peças, conceitos diversos por intermédio do corpo, da voz, da linguagem poética, do som, do espaço e do tempo; mistura diferentes media e interage com objetos do quotidiano; e chama a esta forma de fazer «Poesia de Ação».

Lorena tem uma formação académica ampla — é bacharel em Filosofia e História da Arte, é formada em Dança Butoh. É também mestre em Filosofia da Arte pela Universidade de Barcelona e mestre, pela Universidade Politécnica de Valência, em Práticas Artísticas Especializadas em Arte e Performance.

A velocidade terminal é a máxima velocidade de um objeto em queda livre.Nas suas performances, é recorrente o recurso à voz; interessa-se pelo peculiar e pelo genuíno, por aquilo que emerge da improvisação coletiva, da intuição e da busca de limites, do impossível, e também da composição e da reflexão.

As suas performances, enquanto música, estão imersas naquilo que é paradoxal; nelas, recorre ao exagero e interage com os limites formais; e também emprega os conceitos de «contenção» e «invisível». A sua procura do som assenta num ponto de vista escultórico, plástico e gestual, que se define tanto pela materialidade vocal como pela experiência única e irrepetível da performance.

Além de artista da performance e das artes experimentais, Lorena Izquierdo é conhecida mundialmente por ser uma das mais importantes videntes que o mundo já conheceu — tem visões do futuro em circunstâncias muito especiais. Essas visões acontecem em queda livre, em sessões de paraquedismo. Nos saltos — naqueles que constituem a base plástica das premonições e da verdade sobre o futuro —, o processo é sempre igual durante a queda, momento em que se aclaram as ideias, em que se adota uma posição estável, em que se perfazem 360º sobre o eixo (que é o próprio corpo) e o controlo do paraquedas faz espoletar a intuição.

Lorena Izquierdo é procurada pelas pessoas com maiores responsabilidades a nível global; previu guerras, anteviu muitos desastres naturais e alertou para os conflitos antes de estes terem lugar.

Izquierdo acredita ter capacidade de prever o futuro e as suas inúmeras previsões sobre eventos mundiais tornaram-se muito conhecidas. Muitas delas eram assustadoras, e algumas tornaram-se realidade. Os seus milhões de seguidores creem que tem competências paranormais, incluindo a telepatia, e que é capaz de comunicar com alienígenas.

Desde as suas primeiras previsões, especialistas houve que calcularam que 68% das profecias aconteceram — um pouco menos do que os 85% alegados pelos seus seguidores.

Lorena previu o renascimento do mundo em 3797, na sequência de uma crise, e que tudo na Terra florescerá; no entanto, os humanos, por essa altura já muito avançados, estarão em órbita e suficientemente afastados para se mudarem para outras galáxias, desconhecendo que o seu ninho estará intacto e viçoso.

As premonições em salto de paraquedas são uma atividade que envolve um altíssimo grau de risco físico, pelo facto de requerer a presença dos praticantes em contextos em que a altitude, as condições ambientais e a velocidade se destacam.

Para esta performer, e para que cada um seja capaz de se conhecer a si mesmo, é preciso que saia das suas zonas de conforto, que se permita viver situações que lhe fogem à rotina. Neste contexto, um dos benefícios do salto de paraquedas é o de levar as pessoas a contactar com as suas próprias forças.

A paisagem vivida a alta velocidade, durante a queda livre, e o contacto com as formas singulares da natureza deixam em cada um sensações de vitalidade e pertença. Para mais, esta atividade é realizada ao ar livre e em condições de vento forte.

Diante de situações perigosas ou de alto risco (controladas por medidas extremas de segurança), o corpo passa a liberar adrenalina. O termo diz respeito à hormona responsável pelos estados de alerta e prontidão, para que assim cada um reaja ante um qualquer tipo de ameaça.

Os efeitos secundários da ativação desta hormona não podiam ser melhores nem mais eficazes. Os vasos sanguíneos contraem-se, as vias respiratórias dilatam-se e a frequência cardíaca acelera. Tudo isto potencia a resposta imediata a cada situação.

No cérebro, o efeito da adrenalina leva os sentidos a ficar ainda mais pujantes. Desta forma, o corpo é posto num estado total de atenção ao estímulo ocasionado pelo salto de paraquedas.

É como se houvesse um novo corpo em ação. Só que, desta vez, com uma nova memória dos limites e novos modos de encarar diferentes tipos de situação.

Na Estufa Fria, em Lisboa, e no âmbito do projecto Galeria Ana Lama, a performance a apresentar tem o título A Árvore Depois de Correr e irá explorar modos de articulação de um paradoxo, tanto sonora como visualmente. Na performance, Lorena Izquierdo interagirá com o realizador Gabriel Marmelo, que fará o registo da ação com multicâmaras e câmaras de vigilância, além de produzir vídeo em tempo real.

Segundo Lorena, A Árvore Depois de Correr trata da «criação de uma experiência alargada do espaço: as árvores, as plantas, os pássaros — como se tornam eles a experiência da ação? Podemos ir além dos limites entre objetos, corpo, som e os seus intervalos? A peça explora a possibilidade de situar o público e a performance numa relação pouco habitual com o contexto e, ao mesmo tempo, estar presente, no aqui e agora, para criar uma posição dissidente na perceção e assim dar espaço para a emergência de novos e estimulantes lugares na imaginação».

Ana Lama, Córsega
15/09/2022

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